Pensar é bom, mas beleza também é fundamental.

Além de descrever os acontecimentos do dia e de retratar pessoas, o desenho também é utilizado para que o ser humano pense, viaje ou se reconheça, mesmo que o desenho seja de uma estética diferenciada ou com traços “garranchos”. Vivemos numa era pós-moderna ou ultra-moderna em que todos os estilos se combinam, se dialogam. Não menosprezo o estilo “garrancho” de desenho, as vezes me aventuro a desenhar “feio”, o que na verdade não é simplesmente feio, mas estéticamente uma busca por algo diferente e experimental. Quero dizer que todo desenho tem sua importância independente se é considerado belo por uns e feio por outros.

Mas além do pensamento libertária da estética,de não ficar preso em quesitos obrigatórios de imagem, em meus trabalhos valorizo o que é tradicionalmente visto como criativo e belo, desenhos para crianças e jovens com brilho , cor, diversidade de formas. Afinal o belo faz bem aos olhos, mesmo provindo de algo considerado “feio” por alguns. Muitos, no início do século XX, consideravam Picasso sem sentido ou sem beleza nenhuma em seus quadros, e no entanto o seu cubismo pincelou uma bidimensionalidade inovadora, gerando um novo conceito de beleza e pensamento estético. Conheçam minhas aventuras no desenho ilustrativo em

http://www.cartunando.oiarte.com/

Fernando Rebouças

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