Orson Welles.

Orson Welles.

Cineasta norte-americano, nasceu em 6 de maio de 1915, na cidade de Kenosha, e faleceu em 10 de outubro de 1985, em Hollywood. Foi diretor, roteirista, produtor e ator. Dirigiu o filme “Cidadão Kane.
Iniciou no teatro em 1934, em Nova York. Estreou uma peça na Broadway, “Romeu e Julieta”, e tornou-se amigo do diretor John Houseman, responsável pela sua ida à Nova York..
Como narrador de rádio, ficou célebre a sua história da invasão dos marcianos na Terra, transmitida na rádio CBS, em 1º de novembro de 1938. A transmissão baseada no texto de “ A Guerra dos Mundos” assutou milhares de pessoas.
A repercussão do fato abriram-lhe as portas de Hollywood, quando foi contratado para realizar dois filmes com liberdade para redigir, dirigir e atuar.
Em 1941, o filme “Cidadão Kane” o colocou em evidência na indústria cinematográfica, revolucionando as técnicas de filmagem em profundidade de campo. O seu segundo filme foi “Soberba” de 1942, onde expôs sua visão a respeito da sociedade americana.
Após concluir “Soberba”, veio ao Brasil rodar o documentário “É Tudo Verdade”. Sua filmografia é composta ainda por “”A Dama de Shangai”” (1948), “”Macbeth”” (1948), “”Othello”” (1952), “”A Marca da Maldade”” (1958), e “Verdades e Mentiras”, de 1974

Fernando Rebouças.

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Francisco de Sá de Miranda.

Francisco de Sá de Miranda.

Poeta português, nasceu em Coimbra em 28 de agosto de 1481, e faleceu em 15 de março de 1558, em Amares. Era filho de Gonçalo Mendes, cónego, e de Inês de Melo, uma nobre solteira.
Estudou nas Escolas Gerais, onde tornou-se amigo de Bernardim Ribeiro, estudou também na Escola de Santa Cruz, frequentou a Universidade de Lisboa onde tornou-se doutor em Direito. Na literatura compôs cantigas, vilancetes e esparsas.
Depois do falecimento de seu pai, viajou para a Itália, onde viveu até 1526. Na Itália se aproximou do Renascimento italiano. Retornou a Portugal, onde introduziu o soneto, a canção, a sextina, os tercetos e os versos de dez sílabas.
É autor da tragédia Cleópatra, e das comedias “Estrangeiros” e “ Vilhalpandos”. Sá de Miranda acreditava que a poesia não era uma ocupação somente para salões e intelectuais, mas sobretudo uma missão sagrada, considerando o poeta como um profeta.

Fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo.

Em 17 de junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. A decisão foi feita entre os ministros do STF por 8 votos a 1.

Os que votaram a favor do fim da obrigatoriedade discorreram sobre a ética jornalista, afirmando que a publicação de matéria inverídicas não são supostamente solucionadas pela posse da formação superior em jornalismo. O decreto lei 972/69 , que até então regulava a profissão de jornalismo no Brasil, fora instituída durante o regime militar.

Segundo os ministros do STF e alguns professores da USP, a instituição deste decreto lei visava afastar os intelectuais, escritores e artistas dos veículos de imprensa, como força de enfraquecê-los . Segundo a opinião dos favoráveis a não obrigatoriedade, esta decisão não prejudicará os cursos de jornalismos nas universidades, muito menos os conduzirá ao fechamento.

Todo critério de contratação do profissional de imprensa seguirá critérios impostos pelas empresas de comunicação. Para os demais relatores favoráveis a decisão, a obrigação de se ter um diploma para exercer a profissão era um resquício da ditadura.

Além dos profissionais formados, o jornalismo pode ser exercido por pessoas de grande talento para a escrita, pesquisa e análise sobre os fatos. Para muitos jornalistas, a decisão desprotegerá a categoria.

Fernando Rebouças.

Emílio Goeldi.

Emílio Goeldi.

Emílio Augusto Goeldi, naturalista e zoólogo suíço-alemão, nasceu em 28 de agosto de 1859, na cidade suíça de Ennetbuhl, e faleceu em 5 de julho de 1917. Era descendente de germânicos, formou-se em zoologia e, posteriormente, radicou-se em Nápoles para estudar na Universidade e no Instituto Dorhn.

Concluiu seus estudos na Universidade de Jena e Leipizig em 1882, na Alemanha, onde trabalhou como assistente de Ernest Haeckel. Chegou ao Brasil em 1880, trabalhou no Museu Nacional Brasileiro situado no Rio de Janeiro.

Em 1884, trabalhou no Museu Imperial. Em 1885, tornou-se subdiretor da Seção de Zoologia realizando trabalhos sobres répteis, insetos, aracnídeos, mamíferos e aves. Ainda estudou a respeito da zoologia agrícola.

Depois da proclamação da República, Goeldi se desligou do Museu Imperial, que na era republicana passou a ser designado como Museu Nacional. Em 1895, passou a dirigir o Museu Paranaense, que hoje é conhecido como Museu Paraense Emílio Goeldi. Após se aposentar, retornou à Suíça, falecendo na cidade de Berna.

Fernando Rebouças.