O Novo Código Florestal

Fonte da foto: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo

 

As pessoas me perguntam sobre a minha opinião a respeito do Novo Código Florestal. Apesar do aparente esforço do governo federal de vetar tudo ou quase tudo pelas pendências científicas e sociais que o próprio Código apresenta em sua composição, o considero um documento  de visão sustentável parcial e padronizado.

O Código Florestal Brasileiro deveria, desde o seu ponto inicial, escutar mais os nossos cientistas e acadêmicos a respeito do comportamento dos microclimas, das espécies da fauna e flora (biocenose), da capacidade de regeração do biótopo (solo, água, luz e ar) em nossos diferentes biomas.

Segundo pesquisas de cientistas e biólogos especializados, uma espécie que vive às margens de um rio na Amazônia pode se comportar de maneira diferente de uma outra espécie que vive às margens de um rio na Mata Atlântica, considerando desde o seu habitat, hábitos alimentares e interação com o meio e demais espécies. Portanto, delimitar a proteção das matas ciliares (vegetação existente nas beiras dos rios, em linguagem popular) somente pelo metro quadrado é uma visão somente espacial, cabível a qualquer engenheiro, distante da visão ecológica verdadeiramente interessada em defender o nosso verde e o berço de nossas espécies.

Ter rios caudalosos confere ao Brasil a não carência de água potável para sua população e atividades econômicas, mas a manutenção desses rios depende da proteção das matas ciliares, cobertura vegetal capaz de manter o desenho original dos rios, a saúde dos solos e a renovação de seus nutrientes. Porém, não existe vegetação sadia sem animais, agentes que colaboram diretamente com a qualidade do solo quando depositam suas fezes no “chão”, quando controlam o avanço das “pragas” ao se alimentarem de insetos e com a polinização ajudando  a espalhar sementes quando mastigam folhas e frutos.

Não poluir os nossos rios com lixos e esgotos é outro fator preponderante para o Brasil continuar ocupando o lugar de país das águas. Essa questão hídrica é apenas um pequeno exemplo do desamparo que o Novo Código Florestal brasileiro poderá gerar nos próximos anos. Qual é a visão ecológica e biológica existente na lei? A floresta é vista somente pelo  espaço que ocupa?

Da mesma maneira que para redigir um novo Código Penal o país reúne juristas e acadêmicos da área do Direito, por que não reunir uma mesa permanente de biólogos, zoólogos, gestores ambientais e pesquisadores para ocupar a bancada do Congresso por alguns dias com o propósito de esclarecer as mentes dos líderes políticos? Os nossos políticos conhecem a História Ambiental e Ecológica do Brasil? Essa matéria é bem lecionada nas escolas?

O Código Florestal demonstra preocupação ambiental, o vínculo de proteção, mas falha pela falta de identificação científica e cultural, um documento feito de cima para baixo. Falha ao não aprofundar questões relacionadas à educação ambiental, à arte ambiental e, mais profundamente, à sociologia ambiental (com o tópico da ecologia profunda). O documento relata sobre direitos e deveres,  sobre onde e aonde plantar, sobre a existência ou não existência de um componente visível (como uma floresta), mas esquece da nossa dependência humana e cultural em relação aos nossos biomas.

Se uma lei ou documento é aprovado no Congresso Nacional e pelo nosso executivo máximo, mas sem a aprovação e profundo conhecimento de nossa população e instituições do conhecimento, o documento se torna frágil e de aplicação ambígua na sociedade. Perde representação, principalmente, quando tratado numa visão de pressão  partidária e mercadológica.

É muito bonito falar em sustentabilidade, mas sem a natureza, sem o cheiro do mato, sem as águas limpas, e sem cidades organizadas, nada poderá ser sustentável. Não há como avançar sem calcular nossos passos.

Fernando Rebouças

Desenhista e escritor, não filiado e não partidário a nenhum partido político.

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Chegou o novo gibi do Oi! O Tucano Ecologista

Leia nova revista em quadrinhos do Oi! O Tucano Ecologista, n°04 :
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Oi! O Tucano Ecologista – A Anta da Amazônia é o gibi n° 04 da turma do “Oi!” , a edição é toda colorida e , na história principal, a turma do Oi! O Tucano Ecologista ajuda a salvar uma anta da Amazônia. O gibi também apresenta quadrinhos das Formigueiras e do Sapatudo. E uma história sobre a reciclagem e as cores do lixo. O gibi pode ser pedido com frete reduzido no link acima.

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O Globo publica tira do Oi! pela 7ª vez

O jornal O Globo, no dia 12 de agosto de 2012 (domingo), publicou mais uma tira do personagem Oi! O Tucano Ecologista, do desenhista Fernando Rebouças. Pela primeira vez, a tirinha foi publicada em cores seguindo o novo projeto de design gráfico do jornal, cuja nova aparência foi lançada no final de julho de 2012. A tirinha publicada fala sobre o tigre-de-bengala, espécie ameaçada de extinção na Ásia.

Foto de Cintia Rebouças.

Acompanhe as Super-tiras do Oi!: www.supertiras.oiarte.com

Fernando Rebouças na Rio+20

No dia 20 de junho de 2012, Fernando Rebouças esteve na palestra PIESA, evento paralelo à Rio+20 realizado no Pier Mauá. A palestra foi organizada pela ong IAV (Instituto Árvore da Vida), na ocasião foram apresentados diversos projetos sobre educação ambiental em plataformas digitais, além de experiências nas áreas sociais, editoriais e agrícola. Fernando Rebouças compareceu como artista convidado e redator/ilustrador da revista ComCiência Ambiental. No dia 29 de junho, o desenhista realizou sessão de autógrafos no 3° Salão de Leitura de Niterói, veja na postagem abaixo (anterior).

Foto ONG IAV – Instituto Árvore da Vida.

Sessão de autógrafos no 3° Salão de Niterói

No dia 29 de junho, a partir das 14h, Fernando Rebouças realizou sessão de autógrafos dos gibis do Oi! O Tucano Ecologista no 3° Salão de Leitura de Niterói, os gibis foram procurados pelos leitores  num dos estandes do MAD, em frente à exposição de caricaturas da prefeitura de Niterói. O 3° Salão de Leitura foi uma realização da Secretaria de Cultura de Niterói,  instalado no Teatro Popular, atrás do Terminal de ônibus (ao lado das barcas), centro de Niterói.

Crédito foto: Miguel Vasconcellos/FME

Cartaz de divulgação:

Informações sobre os gibis: www.loja.oiarte.com

Site: www.oiarte.com