A África do Leão Cecil – O que inspirou a criação do livro em quadrinhos?

A África do Leão Cecil – O que inspirou a criação do livro em quadrinhos?

Na África, o leão Cecil era considerado o símbolo nacional do Zimbábue e uma das principais atrações do Parque Nacional Hwange, o animal tinha os seus passos monitorados por cientistas da Universidade de Oxford, mas no dia 6 de julho, Cecil foi morto por um grupo de caçadores.

Neste caso podemos considerar que o homem foi mais feroz do que o leão, pois o animal vivia em seu habitat, não perseguia seres humanos e a sua existência ajudava nas pesquisas de cientistas. No entanto, o velho e malévolo prazer da caça desnecessária matou um dos maiores símbolos da África e desnorteou os filhotes do leão Cecil por algumas horas.

A morte do leão Cecil foi considerada cruel em todo o mundo, mas o processo que investigava e julgava os fatores da morte foi arquivado em 2016 pela justiça do Zimbábue.

Eu não conheci o leão Cecil pessoalmente. É comum que a presença de um leão cause admiração e medo num ser humano, afinal felinos de grande porte possuem garras, força e velocidade para imobilizar qualquer tipo de presa em poucos segundos, mas desde que o ser humano respeite o animal em seu habitat natural e não cause nenhum tipo de ameaça para a espécie, a convivência (mesmo à distância) entre seres humanos e animais silvestres é possível desde que seja monitorada por guardas treinados.

Não é necessário que o ser homem atue de forma violenta contra um animal herbívoro ou carnívoro para assegurar a sua própria integridade física, pois em casos de alguma reação do animal pesquisadores e cientistas, por exemplo, sabem se afastar ou, no último caso, aplicar anestesiantes de baixo ou médio efeito para acalmar a situação evitando mortes de animais e de pessoas durante uma visitação no meio ambiente que pertence aos animais.

No decorrer da minha infância e adolescência era comum a exposição de leões, onças-pintadas, panteras, elefantes, primatas e outras espécies de animais em caravanas de circos que chegavam na minha cidade ou que viajavam pelas estradas expondo os animais ao estresse visual, à poluição sonora, à fome e doenças que a médio e longo prazo gerava um processo de mal trato dos animais em troca de uma vazia popularidade de espetáculos circenses.

Apesar da curiosidade, em toda a minha infância eu nunca consegui entrar num circo. Quando eu soube da morte do leão Cecil, logo me lembrei dos olhares tristes de todos os leões que vi pessoalmente trancados em jaulas circenses ao passar a pé ou de ônibus perto das instalações circenses. Até hoje, lembro do dia em que um circo recém-chegado para uma curta temporada em minha cidade tentou desfilar com carros, palhaços, artistas e todos os felinos divididos por frágeis jaulas, mas quando aquele curto “comboio” entrou em minha rua, as onças e os leões começaram a ficar agitados quando o carro de som que anunciava o circo para a cidade parou em frente à loja do açougue. Logo, o circo cancelou o desfile gerando risadas e medo nos pedestres.

O olhar triste de cada animal maltratado pelos circos nos anos 1980 e o recente caso sobre a morte do Leão Cecil em 2015, me inspirou a escrever e desenhar o livro em quadrinhos “Oi! O Tucano Ecologista – A África do Leão Cecil” que relata a luta pela proteção do meio ambiente dos animais, que na minha opinião é uma luta também presente em todos os biomas ainda existentes neste planeta.

O livro em quadrinhos está disponível em língua inglesa e portuguesa e permite ao leitor de todas as idades, especialmente as crianças, desenvolver a consciência a favor dos animais e da natureza. A leitura é indicada para os momentos de lazer e para a escola. O livrinho também aborda outras histórias, conheça:

Livro em português: http://loja.oiarte.com/oiarteloja_livro3.html

Livro em inglês: https://www.amazon.com/dp/1980783969 (Amazon)

 

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