Ecologia Pop

Ecologia Pop

Por Fernando Rebouças

A ecologia popular, na prática, visa ampliar o acesso ao conhecimento ambiental e aos recursos naturais para as comunidades na luta contra a depredação mantida pelo mercado não sustentável e pelo Estado. Geralmente, a ecologia popular é conceituada também como ambientalismo, neste caso podendo abranger ações de cunho político.

A sustentabilidade ambiental tem como base o tripé da sustentabilidade: fator ambiental, político e socioeconômico. A sustentabilidade é um conjunto de planejamento e processos que buscam a renovação das condições ambientais em prol de um resultado satisfatório para o meio ambiente, para as áreas de negócio, social e político sem interferir nas condições da vida de gerações futuras.

O meio ambiente é um patrimônio que pertence a todos, sendo o ser humano responsável pela preservação da biosfera, ecossistemas e biomas que formam as estruturas para a sobrevivência de diferentes espécies naturais, incluindo bem-estar biológico comum. Cabe ao Estado e suas instituições públicas de pleno direito por parte da sociedade elaborar, implementar e fiscalizar ações favoráveis para a preservação do meio ambiente em defesa da fauna e da flora e dos recursos naturais utilizados na transformação de bens econômicos.

Por outro lado, torna-se necessária a popularização de temas ecológicos e culturais relacionados  aos conceitos científicos, impactos ambientais cotidianos, conhecimentos sobre a fauna e flora e demais fatores  que ajudem a compreender como as ações antrópicas interferem no equilíbrio da natureza. O esforço na  popularização da ecologia no dia a dia do cidadão pode ser oriundo de projetos educacionais na elaboração de material didático direcionado para a escola, projetos de ação em campo para estudantes e visitantes de uma determinada reserva ambiental, na elaboração de conteúdo informacional e artístico (literário e visual) didático ou não didático que trate a ecologia e suas questões como temas centrais.

Na área cultural artística, seja por meio do teatro, da literatura, das artes visuais, do audiovisual e das demais formas de expressão artística realista ou imaginária, o processo de identificação com os temas ecológicos e culturais torna-se mais abrangente e menos repetitivo  em virtude do envolvimento emocional que o indivíduo pode desenvolver com determinado conteúdo artístico.  A compreensão de uma questão ecológica através de uma poesia, por exemplo, pode ser mais rápida para jovens e crianças que ainda não possuem pleno acesso à linguagem científica. Enquanto que uma informação de cunho ambiental é objetiva, a arte pode esclarecer as mesmas questões explorando o universo imaginário e emocional do cidadão.

A cultura popular está ligada com a manifestação do conhecimento, signos e demais processos de identificação  criados pelo ser humano e sua transmissão através de comportamentos e atividades artísticas como a dança, música, literatura, folclore, pintura, etc. No contexto da indústria cultural que transforma determinado bem cultural e artístico em produto replicável para a obtenção de retorno social e econômico para o ser criador, a cultura popular também é referida como cultura de massa ou como “cultura pop”.

Porém, uma determinada obra pode ter uma linguagem de cultura de massa, mas ser underground, ou seja, direcionada para determinado segmento e conhecida por menor número de expectadores. Por exemplo, uma banda independente que toca músicas similares a dos Beatles pode não possuir o mesmo reconhecimento que os Beatles obtiveram na história da música pop.

Por outro lado, na área do mainstream (cultura de massa) as peças publicitárias visam posicionar os produtos culturais como pertencentes à “cultura pop” como forma de gerar um significado mais jovem e internacional em comparação ao uso do termo “cultura popular” mais empregado no meio acadêmico e institucional. Porém, ambos os termos são tratados como sinônimos pelos pesquisadores nas áreas culturais.

Na prática, na mente do consumidor de produtos culturais, o termo “cultura pop” designa produtos pertencentes à música pop e seus hits, aos ícones do universo dos quadrinhos, games, cinema, televisão e demais plataformas que ditam conteúdos e comportamentos. A ecologia, compreendida como uma ciência que estuda as relações dos seres vivos e o ambiente em que vivem, pode ser inserida no contexto da cultura popular ou na esfera informacional e mercadológica da cultura pop para popularizar seus temas e questões de modo rápido e efetivo no dia a dia do cidadão e do consumidor de bens culturais.

Nessa perspectiva, podemos designar a “Ecologia Pop” como uma possibilidade mais profunda para disseminar ideias, conceitos e debates a favor da ecologia tornando-a  mais próxima do cotidiano das pessoas, seja se inspirando nos tópicos científicos, nas atualidades, nas observações e demais conclusões que unam aspectos ambientais e culturais na composição de determinado conteúdo artístico-cultural com temática ecológica.

Na presença ou na ausência de efetiva educação ambiental nas escolas, planejamento ambiental nas empresas e governos e do entendimento por parte da sociedade civil, a “ecologia pop” ajuda a elevar o conhecimento do cidadão em relação aos fatores ambientais que implica a vida da sociedade e das condições da natureza de forma segmentada ou transversal. Sendo a ecologia uma ciência pertencente não somente à biologia e ao meio escolar, mas pertencente a todos os ângulos da vida.

Fernando Rebouças é desenhista, publicitário e produtor editorial independente. Autor dos quadrinhos do Oi! O Tucano Ecologista. Este artigo foi redigido e publicado originalmente para o portal do jornal Gazeta News da Flórida, EUA, em outubro de 2017.
Anúncios

Carta para ONU – Desenhista Fernando Rebouças escreve para Ban Ki-Moon

No mês de setembro de 2013, o desenhista e escritor, Fernando Rebouças, autor da turma do Oi! O Tucano Ecologista escreveu carta para Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, solicitando maior atenção para a arte e educação na área ambiental e cultural. Sendo a educação ambiental ainda deficitária na vida da maioria das crianças do mundo, principalmente, no cotidiano escolar das mais pobres, e ausente nas ações dos principais líderes políticos que discutem e decidem sobre as questões ambientais atuais. Leiam a carta na íntegra a seguir.

————–

Rio de Janeiro, 9 de setembro de 2013

Excelentíssimo Sr. Ban Ki-Moon,

Secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Sou Fernando Rebouças, desenhista e escritor de histórias em quadrinhos (comics), desenho e escrevo quadrinhos sobre ecologia, cultura e história com muito bom humor e cores para crianças e jovens.

Sou desenhista autor da turma do Oi! O Tucano Ecologista:

http://www.oiarte.com/

http://www.oiarte.com/englishpage.htm

Como desenhista e escritor, sinto uma imensa falta de  educação e arte ambiental mais inclusiva para as crianças e jovens no mundo, principalmente, nos países emergentes e pobres. Devemos considerar que pessoas de diferentes gerações não tiveram educação e arte ambiental em seus tempos de escola, porém muitas pessoas pelo sentimento de conscientização e preocupação com as questões do meio ambiente buscam o conhecimento ecológico por conta própria nos livros e bibliotecas (como eu), outras pessoas ao sentirem a falta da educação e da arte ambiental em suas vidas buscam esse conhecimento por meio de cursos de especialização ou de pós-graduação, se tornando pós- graduados  em ecologia ou gestão ambiental.

Durante séculos e décadas, diferentes gerações viveram sem ter educação ambiental em suas escolas, em suas casas e em suas vidas  profissionais. Durante a realização de grandes debates e eventos ambientais  organizados pela ONU, percebo que parte das autoridades políticas e líderes de países importantes não tiveram a educação ambiental na infância e na juventude.

Hoje, presidentes e líderes de países, que possuem imensa responsabilidade sobre o aquecimento global, mudanças climáticas, geração de energia, gestão de resíduos e demais assuntos ecológicos de grande importância para a nossa atualidade e futuro, não tiveram o conhecimento ecológico, biológico e ambiental como suporte na formação escolar, acadêmica, política e governamental de suas vidas. Antes de serem presidentes e líderes políticos, essas pessoas não tiveram educação ambiental em seus processos de formação. O mesmo ocorre com boa parte dos investidores;  médios e grandes empresários ,  gestores do setor privado de diversas áreas da economia. Os líderes políticos e gestores do setor  privado  da economia são pessoas hábeis em várias áreas do conhecimento, mas, em boa parte,  ainda analfabetos em ecologia e em mudanças climáticas. Esse é um dos fatores  que comprometem  a conclusão  e a assinatura  de acordos favoráveis ao meio ambiente, às questões climáticas e humanas nos eventos organizados pela ONU.

Não estou generalizando, assim como eu e várias pessoas já buscaram e ainda buscam o conhecimento e a arte ambiental  por conta própria ou por meio de cursos de extensão, acredito que parte dos políticos e gestores privados também estejam fazendo o mesmo. Porém, ao observar o nível de diálogo técnico e representativo dos políticos e gestores privados em nível global, a falta de educação e conhecimento ambiental  é visível , principalmente, em conversas nas quais a repetição de conceitos e objetivos primários é um caso que compromete o  entendimento e a conclusão de objetivos mais maduros para o meio ambiente. As necessidades e obrigações do mercado capitalista sempre ficam em primeiro lugar e não são tratadas como consequência de um melhor comportamento do homem com a natureza.

Além de observar a carência de educação e arte ambiental nas gerações anteriores (que hoje ocupa a liderança política e privada em nossas sociedades), também me preocupo com a ausência desse conhecimento ambiental nas crianças e jovens de nosso tempo. Há muito para ser feito a favor de um maior acesso à educação e arte ecológica para  eles. A quantidade de governos e empresas que, verdadeiramente, patrocinam ou incentivam a educação e a arte ambiental ainda não atende às expectativas e demandas das novas gerações.

Peço que a nossa ONU (Organização das Nações Unidas) diga para todos os países e empresas que os melhores documentos e ações favoráveis ao meio ambiente começam pela educação e pela arte. Ensinar com pesquisa, com diversão, com cores, desenhos e histórias que ampliem e , ao mesmo tempo, simplifiquem o entendimento da ecologia no nosso dia a dia. Arte necessária para gerar sensibilidade e reflexão no novo ser humano e na sua relação com a natureza  e com as cidades.

Apresento as seguintes sugestões:

1 – Educação ambiental gratuita para crianças e jovens, principalmente, para crianças e jovens de  classes sociais menos favorecidas, de países em desenvolvimento e pobres.

2 – Inclusão da educação ambiental em todas as escolas infantis e juvenis do mundo.

3 – Aplicação de arte ambiental  e arte pop ambiental (comics, quadrinhos, animação, jogos e sites especializados) para acesso ao conhecimento ecológico de maneira lúdica e divertida para crianças.

4 – Incentivos para governos e empresas patrocinarem e implementarem projetos de conteúdo educacional e artístico para a oferta do conhecimento ecológico e cultural para crianças e jovens.

5- Responsabilizar governantes, entidades políticas e instituições responsáveis pela gestão pública para por em prática projetos de educação, arte e cultura ambiental para crianças e jovens.

Declarações finais

Como referi no início desta carta, sou desenhista e escritor de histórias em quadrinhos ecológicos (ecology comics), e como artista  já busquei ajuda e patrocínios em diferentes empresas e esferas de governo do meu país (Brasil), porém, enfrento a mesma dificuldade que a maioria dos artistas enfrentam. As empresas não demonstram fácil  interesse em patrocinar ou, pelo menos , avaliar um trabalho artístico que aborda a ecologia e a cultural geral de maneira lúdica. A minha arte em quadrinhos aborda as questões  ecológicas com humor , poesia e seriedade;  crio um material bom para ser lido na hora do lazer, na escola e em família pelas crianças e jovens. Mas, percebo a ausência de iniciativas que apoiem trabalhos como o meu, trabalhos artísticos e educacionais em plataformas impressas e digitais que ajudariam  no aceleramento do aprendizado, divertimento e conscientização ecológica. Na maioria dos casos, não sou bem recebido por empresas quando peço ajuda, não sou bem recebido quando peço patrocínio, não sou bem recebido quando ofereço minha arte para instituições do governo, não sou bem recebido quando peço para um grande veículo de imprensa me ajudar a divulgar minhas publicações. Apesar de eu ter meus desenhos publicados em jornais e revistas do Brasil, Moçambique, Inglaterra, EUA e Canadá; de ter livros e revistas com minhas histórias publicadas com muito esforço no mercado editorial independente brasileiro, nem sempre sou bem recebido, e vejo o mesmo acontecer com outros artistas e professores que trabalham com o temas ecológicos e culturais para crianças. Essa situação reforça a minha conclusão: os donos do poder e das empresas são analfabetos, analfabetos em ecologia, analfabetos perante o ar que respiram.

Excelentíssimo Sr. Ban Ki-Moon, peço a sua ajuda. Ajude a educação ambiental, ajude a arte pop ambiental, ajude os professores e escolas que trabalham heroicamente em prol do conhecimento ecológico no mundo. Precisamos mudar as pessoas para melhorar o mundo e salvar o planeta.

 

Peço a sua resposta.

Atenciosamente,

Fernando Rebouças

Desenhista, escritor e editor

Rio de Janeiro – Brasil.

 

 

Site Oiarte.com recebe selo de sustentabilidade

O site oficial do Oi! O Tucano Ecologista , hospedado no endereço http://www.oiarte.com recebeu hoje, o selo “Website CO2 Neutro” concedido a diferentes sites do mundo que trabalham economizando energia e mitigando suas emissões de CO2. Tradicionalmente, o site Oiarte.com é hospedado em horários de menor pico no servidor e na demanda de energia elétrica. Os desenhos são escaneados por meio de scanners ecológicas que dispensam o uso da energia elétrica adicional. No ato de criação e edição dos quadrinhos ecológicos, há a preocupação do papel não ser desperdiçado. Na impressão dos gibis e livros, os mesmos recebem papel certificado dentro das gráficas. Pequenas ações que somadas ajudam a manter uma arte ecológica em sua mensagem e no seu processo de materialização.

certificado_siteneutro_2013

Veja no link: http://www.co2neutralwebsite.net/crt/dispcust/c/2929/l/13

Visite o site: http://www.oiarte.com/

O Novo Código Florestal

Fonte da foto: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo

 

As pessoas me perguntam sobre a minha opinião a respeito do Novo Código Florestal. Apesar do aparente esforço do governo federal de vetar tudo ou quase tudo pelas pendências científicas e sociais que o próprio Código apresenta em sua composição, o considero um documento  de visão sustentável parcial e padronizado.

O Código Florestal Brasileiro deveria, desde o seu ponto inicial, escutar mais os nossos cientistas e acadêmicos a respeito do comportamento dos microclimas, das espécies da fauna e flora (biocenose), da capacidade de regeração do biótopo (solo, água, luz e ar) em nossos diferentes biomas.

Segundo pesquisas de cientistas e biólogos especializados, uma espécie que vive às margens de um rio na Amazônia pode se comportar de maneira diferente de uma outra espécie que vive às margens de um rio na Mata Atlântica, considerando desde o seu habitat, hábitos alimentares e interação com o meio e demais espécies. Portanto, delimitar a proteção das matas ciliares (vegetação existente nas beiras dos rios, em linguagem popular) somente pelo metro quadrado é uma visão somente espacial, cabível a qualquer engenheiro, distante da visão ecológica verdadeiramente interessada em defender o nosso verde e o berço de nossas espécies.

Ter rios caudalosos confere ao Brasil a não carência de água potável para sua população e atividades econômicas, mas a manutenção desses rios depende da proteção das matas ciliares, cobertura vegetal capaz de manter o desenho original dos rios, a saúde dos solos e a renovação de seus nutrientes. Porém, não existe vegetação sadia sem animais, agentes que colaboram diretamente com a qualidade do solo quando depositam suas fezes no “chão”, quando controlam o avanço das “pragas” ao se alimentarem de insetos e com a polinização ajudando  a espalhar sementes quando mastigam folhas e frutos.

Não poluir os nossos rios com lixos e esgotos é outro fator preponderante para o Brasil continuar ocupando o lugar de país das águas. Essa questão hídrica é apenas um pequeno exemplo do desamparo que o Novo Código Florestal brasileiro poderá gerar nos próximos anos. Qual é a visão ecológica e biológica existente na lei? A floresta é vista somente pelo  espaço que ocupa?

Da mesma maneira que para redigir um novo Código Penal o país reúne juristas e acadêmicos da área do Direito, por que não reunir uma mesa permanente de biólogos, zoólogos, gestores ambientais e pesquisadores para ocupar a bancada do Congresso por alguns dias com o propósito de esclarecer as mentes dos líderes políticos? Os nossos políticos conhecem a História Ambiental e Ecológica do Brasil? Essa matéria é bem lecionada nas escolas?

O Código Florestal demonstra preocupação ambiental, o vínculo de proteção, mas falha pela falta de identificação científica e cultural, um documento feito de cima para baixo. Falha ao não aprofundar questões relacionadas à educação ambiental, à arte ambiental e, mais profundamente, à sociologia ambiental (com o tópico da ecologia profunda). O documento relata sobre direitos e deveres,  sobre onde e aonde plantar, sobre a existência ou não existência de um componente visível (como uma floresta), mas esquece da nossa dependência humana e cultural em relação aos nossos biomas.

Se uma lei ou documento é aprovado no Congresso Nacional e pelo nosso executivo máximo, mas sem a aprovação e profundo conhecimento de nossa população e instituições do conhecimento, o documento se torna frágil e de aplicação ambígua na sociedade. Perde representação, principalmente, quando tratado numa visão de pressão  partidária e mercadológica.

É muito bonito falar em sustentabilidade, mas sem a natureza, sem o cheiro do mato, sem as águas limpas, e sem cidades organizadas, nada poderá ser sustentável. Não há como avançar sem calcular nossos passos.

Fernando Rebouças

Desenhista e escritor, não filiado e não partidário a nenhum partido político.

Sessão de autógrafos no 3° Salão de Niterói

No dia 29 de junho, a partir das 14h, Fernando Rebouças realizou sessão de autógrafos dos gibis do Oi! O Tucano Ecologista no 3° Salão de Leitura de Niterói, os gibis foram procurados pelos leitores  num dos estandes do MAD, em frente à exposição de caricaturas da prefeitura de Niterói. O 3° Salão de Leitura foi uma realização da Secretaria de Cultura de Niterói,  instalado no Teatro Popular, atrás do Terminal de ônibus (ao lado das barcas), centro de Niterói.

Crédito foto: Miguel Vasconcellos/FME

Cartaz de divulgação:

Informações sobre os gibis: www.loja.oiarte.com

Site: www.oiarte.com  

Tarde de autógrafos do Gibi n°01 do Oi! – Foi um sucesso em agosto/2011

Fernando Rebouças na Livraria Arlequim, autografando o gibi n°01 do Oi!

Em maio de 2011, o desenhista Fernando Rebouças lançou a
revistinha “Oi! O Tucano Ecologista – Aquecimento Global” edição n° 01, o gibi
é  todo colorido. O preço é 5,90 reais.

O autor compartilhou a alegria desse lançamento em sua tarde de autógrafos realizada no  dia 12 de agosto
de 2011,  na livraria Arlequim, no Centro do Rio de Janeiro. O evento foi organizado pelo próprio autor em parceria com a livraria. As fotos foram feitas pelo publicitário Elenildo Lopes.

Você pode adquirir  o gibi via internet agora:

http://www.loja.oiarte.com/

Apple e Facebook poluem mais

Segundo matéria publicada no jornal Guardian, empresas de informática e internet utilizam energia proveniente da queima de carvão para manterem seus servidores. Dentre as que mais poluem, num ranking organizado pela ong Greenpeace, a dependência da Apple de carvão é de 54.5%. Em seguida aparecem Facebook (53.2%), IBM (51.6%), HP (49.4%) e Twitter (42.5%).

A Apple aparece em último lugar numa abrangente lista verde de empresas de tecnologia, por causa de sua forte dependência de centros de dados “sujos’.

A energia utilizada pela Apple é proveniente Duke Energy, com uma mistura de 62% de carvão e 32% nuclear. Na semana passada, a Apple divulgou um espetacular aumento trimestral de lucros, de 95%, num total de U$ 6 bilhões. E nós, simples mortais, artistas e trabalhadores desprovidos de altíssima renda perguntamos: Por que os mandachuvas da internet e da informática não investem em terminais próprios de energia solar e ajudam e popularizar a energia limpa em países pobres, em desenvolvimento e emergentes como o Brasil, China, Burundi e Tuvalu?

Segundo Gary Cook, analista de tecnologia da informação do Greenpeace e principal autor do relatório, os consumidores querem saber que quando fazem upload de um vídeo, ou mudam seu status no Facebook, não estão contribuindo com o aquecimento global ou com Fukushimas no futuro.

Ainda sobre a matéria traduzida pelo portal Planeta sustentável, as  Empresas nos EUA não são exigidas por lei a revelar seu uso de energia ou emissões de carbono. Mas o Greenpeace usou informações disponíveis sobre investimentos em centros de dados, para estimar a energia máxima que elas consomem, e comparou estas informações com dados do governo ou de empresas concessionárias de energia. 

Na outra ponta mais positiva do ranking, as melhores notas foram obtidas por Yahoo, Google e Amazon.

O Greenpeace também está em campanha para que o Facebook consuma energia mais limpa em seus servidores. Eu, Fernando Rebouças, não faço parte de nenhuma ong no momento, mas, independente de sua adesão ou não à grupos ambientalistas (se você é partidário ou não) participem dessas campanhas, pois são feitas por pessoas sérias.

O portal ainda destaca que a  computação por nuvem depende de grandes bancos de dados, e não de equipamentos de TI nas sedes das empresas, para alimentar serviços baseados na internet, como Hotmail ou Gmail. A demanda de eletricidade dos centros de dados já responde por cerca de 2% do consumo global.

Fernando Rebouças – Desenhista e Redator

Fontes:

 http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planetaurgente/apple-mal-foto-verde-287913_post.shtml

http://www.guardian.co.uk/environment/2011/apr/21/apple-least-green-tech-company